Conta – se que á muito tempo a traz existia uma aldeia pequenina, mesmo ao lado de um enorme bosque, todos os membros dessa aldeia tinha pavor de entrar nesse bosque, pois os mais idosos contavam que moravam lá criaturas horríveis como, lobos, vampiros, dragões…então ninguém se atrevia a ir lá para saber se era verdade ou não!
Sónia era uma das mais belas raparigas da aldeia, tinha cabelos longos negros como as asas de um corvo e uns olhos muito doces castanhos cor de mel. Cobiçada por muitos, mas o seu coração já tinha dono o Manuel, ela amava-o tanto que só de o ver passar á sua porta o coração parecia que partia, Manuel era um rapaz muito estranho diziam os aldeões porque era pacato, gostava de pintar, via o Mundo com outros olhos.
Nem a família o compreendia, o seu pai não tolerava esse tipo de coisas, dizia que um homem tinha de ir para o campo cuidar da horta, tinha que seguir os passos da família, a mãe era uma pessoa que mesmo não aceitando o que o pai dizia mantinha-se calada pois tentava evitar conflitos a todo o custo, mas Manuel não se sentia realizado com a horta queria era ser artista pintar o Mundo de mil e uma cores, também ele era um rapaz muito bonito de cabelos encaracolados e olhos cor de esmeralda. Então como até o pai dizia mal do filho, nas tabernas e arredores da aldeia, todos os outros também gostavam de o fazer, Sónia odiava ouvir o que diziam do seu grande amor, mas nada podia fazer a não ser estar sempre do seu lado e encoraja-lo a seguir o seu destino até porque também ela adorava emoções e aventuras seu maior desafio era entrar naquele bosque e saber se aquilo que todos contavam era mesmo verdade. Um dia estava sentada no muro da casa da avó do Manuel e no meio de beijos e abraços disse “Amor hoje á noite, vou ao bosque vens comigo?”ele disse” sim! vamos á meia noite, encontramo-nos aqui!” e assim ficou combinado, nessa noite Sónia encontrou-se com Manuel e entraram no bosque…
Passaram dias…meses…e o casal de namorados tinha desaparecido, todos pensaram que tinham fugido, até que um dia, Sónia aparece na aldeia de olhos vendados com uma capa vermelha vestida, com o corpo violado e despido na aflição de querer que contar o horror que se passou naquela noite mas, sente algo nela estranho como se alguém a tive – se perseguido, quanto mais ela gritava menos era ouvida, cheia de aflição volta para o bosque onde o corpo do Manuel está caído, tenta agarra-lo mas, as suas mãos parecem agua não o conseguem alcançar! Sónia estava morta e ainda não tinha percebido…
O que se passou naquela noite, ficou por contar, os corpos dos dois amantes nunca foram encontrados, dizem os aldeões que eles dois andam pelo mundo a viajar mas, a verdade é que a alma de Sónia desde aquele dia nunca mais teve descanso e após tantos anos ainda anda no bosque a vaguear, á espera que um dia alguém entre naquele bosque e deixe a sua alma descansar, essa pessoa só tem que ouvir o que Sónia tem para contar… ass: Lady Blood