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domingo, 20 de fevereiro de 2011

RED ROSES TO MY TOMB

            De pés descalços, caminha pela relva de um cemitério sombrio e frio, não importa a hora nem o dia, nada lhe tira da alma aquele vazio, sem família sem ninguém, visita-os agora na sua nova morada e pergunta-se a si mesma se faltará muito para a sua chegada…A hora de os voltar a encontrar é uma hora á muito esperada pois, Odete de viva só tem a respiração e um desajustado bater de coração, tudo o que para ela representava Amor, a morte lhe arrancara, só não lhe levara a beleza que o seu corpo encarna. Naquele cemitério derrama rios de lágrimas sem fim.
           Por cada lágrima derramada por surgem pombas de esperança que transformam as lágrimas em rosas vermelhas, para lhe trazerem de novo a vontade de viver mas, Odete não entende e dia após dia está ali, á espera que a morte a leve para que a sua tristeza tenha um fim… Ass: Lady Blood


(Inspirado num trabalho de grENDel ART-João Martins)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RED RIDING HOOD...AND HER SPIRIT.

       Conta – se que á muito tempo a traz existia uma aldeia pequenina, mesmo ao lado de um enorme bosque, todos os membros dessa aldeia tinha pavor de entrar nesse bosque, pois os mais idosos contavam que moravam lá criaturas horríveis como, lobos, vampiros, dragões…então ninguém se atrevia a ir lá para saber se era verdade ou não!
        Sónia era uma das mais belas raparigas da aldeia, tinha cabelos longos negros como as asas de um corvo e uns olhos muito doces castanhos cor de mel. Cobiçada por muitos, mas o seu coração já tinha dono o Manuel, ela amava-o tanto que só de o ver passar á sua porta o coração parecia que partia, Manuel era um rapaz muito estranho diziam os aldeões porque era pacato, gostava de pintar, via o Mundo com outros olhos.
          Nem a família o compreendia, o seu pai não tolerava esse tipo de coisas, dizia que um homem tinha de ir para o campo cuidar da horta, tinha que seguir os passos da família, a mãe era uma pessoa que mesmo não aceitando o que o pai dizia mantinha-se calada pois tentava evitar conflitos a todo o custo, mas Manuel não se sentia realizado com a horta queria era ser artista pintar o Mundo de mil e uma cores, também ele era um rapaz muito bonito de cabelos encaracolados e olhos cor de esmeralda. Então como até o pai dizia mal do filho, nas tabernas e arredores da aldeia, todos os outros também gostavam de o fazer, Sónia odiava ouvir o que diziam do seu grande amor, mas nada podia fazer a não ser estar sempre do seu lado e encoraja-lo a seguir o seu destino até porque também ela adorava emoções e aventuras seu maior desafio era entrar naquele bosque e saber se aquilo que todos contavam era mesmo verdade. Um dia estava sentada no muro da casa da avó do Manuel e no meio de beijos e abraços disse “Amor hoje á noite, vou ao bosque vens comigo?”ele disse” sim! vamos á meia noite, encontramo-nos aqui!” e assim ficou combinado, nessa noite Sónia encontrou-se com Manuel e entraram no bosque…
         Passaram dias…meses…e o casal de namorados tinha desaparecido, todos pensaram que tinham fugido, até que um dia, Sónia aparece na aldeia de olhos vendados com uma capa vermelha vestida, com o corpo violado e despido na aflição de querer que contar o horror que se passou naquela noite mas, sente algo nela estranho como se alguém a tive – se perseguido, quanto mais ela gritava menos era ouvida, cheia de aflição volta para o bosque onde o corpo do Manuel está caído, tenta agarra-lo mas, as suas mãos parecem agua não o conseguem alcançar! Sónia estava morta e ainda não tinha percebido…
          O que se passou naquela noite, ficou por contar, os corpos dos dois amantes nunca foram encontrados, dizem os aldeões que eles dois andam pelo mundo a viajar mas, a verdade é que a alma de Sónia desde aquele dia nunca mais teve descanso e após tantos anos ainda anda no bosque a vaguear, á espera que um dia alguém entre naquele bosque e deixe a sua alma descansar, essa pessoa só tem que ouvir o que Sónia tem para contar… ass: Lady Blood 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

After Apocalipto

À milhares de anos atrás, foi criado um livro para nos guiar e fazer acreditar num mundo melhor.”BÍBLIA SAGRADA” tudo quanto sei, é que o mundo já acabou uma vez por água pois, basicamente, todos nós acreditamos em algo superior, no meu caso em particular acredito em” DEUS “. Segundo reza a historia, da 1ªvez que o mundo acabou através de agua, diz-se também que “DEUS” nos deu uma segunda hipótese de nos redimirmos e todos os que não eram pecadores foram poupados a essa imensa inundação, afinal quem já não ouviu falar da “ARCA DE NOÉ”. Também se diz que “DEUS” prometeu nunca mais acabar o mundo através de água e é por isso que existe o arco-íris, cada vez que chove muito tempo e durante vários dias, aparece no céu um brilhante sol acompanhado de uma ponte cheia de cor a representar a palavra de “DEUS”.
Estamos em 2010 e o que é certo é que “os média “só nos falam de dor, guerra, sofrimento e de doenças que existem cada vez mais. Os amigos são raros hoje em dia à minha volta e no meu dia a dia só sinto inveja e hipocrisia. É triste mas, até mesmo eu dou muita vez comigo a ter maus pensamentos. As pessoas só pensam nelas próprias e sinceramente, tenho medo do que o futuro reservará para um filho meu ou para tantas outras crianças que nascem diariamente. Sou muito suspeita para falar do significado deste quadro, até porque sou esposa do autor, mas no momento em que olhei para ele senti esperança, paz, calma, senti que após uma desgraça há sempre algo bom, então pedi-lhe para o nomear de “After Apocalipto . Nunca se esqueçam que, por mais que as portas se fechem…existe sempre uma janela aberta à nossa espera.



(Inspirado num trabalho de grENDel ART)

The Demand For Death

Èliáaaaaaaaaaaa…Èliáaaaaaaaaaaaaa……. Era o sussurro que Èliá ouvia baixinho junto ao seu ouvido, a ultima coisa de que se recordava foi da dor que sentiu no peito ao ver já velhinho, a segunda bandeira a cair …. Depois apagou se a memoria. A dor e a angustia transformou se em paz e o peso do seu esqueleto já envelhecido pelos anos, agora sentia o leve como uma pena, isto porque Eliá tinha abandona do o seu corpo humano e no lugar deste, apenas restava uma leve aura da sua alma feita de fumo e de luz. Em seu redor só via um túnel escuro mas, tranquilo e quando não é o seu espanto que quando olha para o seu lado, vê um velho amigo que não via à 30 anos: a Morte! Ri se e diz ”porque não me dissestes que o meu fim era tão tranquilo? Tinha pedido para vires mais cedo, tu nem sabes a vida que tive. Casei duas vezes, ambas as esposas morreram de peste negra, e a única alegria que tive foi a do nascimento do meu filho. Homem primogénito, depressa mo levaste sem dó nem piedade“ ”sim, eu sei Eliá“ apressou se a falar a Morte ”levei to durante a guerra, guerra essa que tu provocaste com a mesma ousadia de que vens desde o inicio a tratar me por tu. Vejo que o sofrimento de tantos anos, nem mesmo isso te tirou a tua enorme arrogância!” Arrogância e atrevimento era por certo o que não faltava a Éliá. Era tamanha tal que aproveitando o facto de estar perto da cabeça da Morte apresou se a sussurrar lhe ao ouvido… “Morte” “Sim” respondeu lhe esta, ”Diz me, agora já me podes dizer o segredo da vida? Já estou morto, já sofri tudo o que tinha de sofrer, acho que mereço a resposta não achas?” ”És intolerante e abusador e inconsciente Élia, achas que sofres te o suficiente? Porque perdeste duas mulheres que mal tratavas e um filho que para a tua própria guerra o enviaste, então responde me! Pela dor de tantas mães que violaste, de tantos maridos que matas te e de tantos filhos que torturaste com a tua crueldade, responde me pela afronta que me causas te, quando à um segundo atrás me tentavas enganar...” O rei tinha visto a verdadeira fúria da Morte e apressou-se mais uma vez a tentar desculpar se, “Mas eu estou morto, não posso fazer mais mal a ninguém e não queria de forma alguma enganar te” Lançando fortes gargalhadas assustadoras, a morte disse: ÈLIA queres mesmo saber o SEGREDO DA Vida? Foram os 30 anos que te dei de DOR. Se a tua vida foi assim, imagina o que será a tua morte!” As pessoas normalmente têm medo da MORTE, POIS é então e da VIDA NINGUÉM TEM MEDO? 

2ª parte


(Inspirado na foto de grENDel ART)

The Demand of Life

Há muito muito tempo, numa Era distante existia um rei de nome ÉLiá. Era um rei que tudo possuía e de tanto possuir deixou se enfadar por futilidades e esqueceu se dos valores do mundo. Um dia, Éliá chamou a “Morte” como quem chama um escravo ou servo, como se tudo na vida lhe fosse permitido! Passados três dias a “Morte” bateu – lhe à porta a pedir satisfações pela forma como Éliá tinha aclamado o seu nome… O rei cheio de arrogância disse ”eu chamei-te porque sou Rei e Senhor desta terra e quero sabedoria e conhecimento supremo. Diz me qual é o segredo da Vida?“ Perante tal ignorância a “Morte” riu se e disse lhe “Éliá a culpa de tal afronta e ambição não é tua mas sim do vosso Criador que vos criou na confiança de que o respeito pelos outros seria o vosso destino. “Éliá, mete duas bandeiras, cada uma no canto oposto da tua fortaleza e dá te por feliz enquanto estas se mantiverem de pé pois esse é o segredo da vida!!! No dia em que a primeira bandeira cair, ficarás doente…no dia em que a segunda bandeira cair é o dia em que te venho buscar e nesse dia saberás que quando se esta vivo, detêm se o segredo da vida!” Horrorizado, o Rei ergueu as duas bandeiras e ao longe viu extinguir se a morte no meio do nevoeiro que se fazia sentir naquele dia. Durante anos olhou para as bandeiras e nunca percebeu, tal como todos os humanos “Basta respirar para se saber o que é viver…. 


1ª parte




(Inspirado na foto de grENDel ART)

The Lady of the Crows (A Dama dos Corvos)

Vestiram-na de noiva e, de tristeza caminha para o que era suposto ser felicidade, mas em vez disso só encontrou a solidão, o desespero na escuridão! Chamaram lhe a dama dos corvos. Quando a sua esperança morreu só eles lhe fizeram companhia! O palácio estava em ruínas e o seu grande amor, derramado pelo sangue da inveja …. Vestiram-na de noiva mas o dia tornou-se noite, o amor tornou-se morte! Diz a lenda, que à noite os seus corvos caminham junto a sua alma fria e que mesmo passado tanto tempo, a dama dos corvos ainda vagueia, procurando nos seus campos o seu verdadeiro amor!

 (Inspirado na foto de grENDel ART)

The Fallen Angel

Anjo negro, quebraste as asas, ao caíres senti o bater do teu corpo no chão. Angustiei -me com a tua palpitação, gelei com os teus pensamentos sórdidos e imortais. Mas, não me movi! Apenas fechei os olhos e desejei não sentir algo igual nunca mais...
 
 

Lágrimas de Sangue


Lágrimas de sangue, alma no escuro, sentidos no desespero desta tão presente solidão! Sem ti sou vazia, pertenço ao destino do desespero ,a justiça nunca me acolheu, só tu me envolveste no teu longo manto de luz, mas,quando te ausentas caiu no fundo do meu mais íntimo medo e sei que sou tão mortal, tão humana como tantos outros que vagueiam por ai....derrepente o coração estala, a fria angustia apodera-se das entranhas do meu frágil corpo, as mãos roxas......algo escorre em mim.....são lágrimas de sangue derramadas sem fim .


(Inspirado na foto de grENDel ART)

Heaven´s Gate

Atrás de cada porta, pode-se encontrar um caminho que nos pode levar por caminhos nunca alcançados! Se fechar os olhos nas costas, ganho asas onde posso atingir anos de luz, posso ser anjo ou diabo, mortal ou imortal, entre o sonho e realidade posso ser o meu EU mais profundo...ou posso ser no fim de os meus olhos abrirem...alguém que teve um sonho e que SIMPLESMENTE ACORDOU! 

(Inspirado na foto de grENDel ART)

Depois da morte!

Vagueando pela calçada suja e fria, embatendo corpo a corpo por outros vultos que tal como eu vagueiam por ali, sinto-me fria, jamais saberei descrever o que sinto dentro de mim. Algo me atenta a alma e me esmaga o ego, esta angustia que não quer sair dentro do meu peito, tento procurar explicação para tal tristeza e a resposta é nula e vazia. Sinto-me tão só mesmo estando no meio da multidão, tantos olhares em meu redor, ninguém pára! Ninguém me vê! Apenas eu fico ali à espera de uma voz que me dê conforto por fim.Desisto de andar, encosto-me a uma velha parede num beco escondido, as horas e os dias passam ali permaneço, à espera.... de um ombro amigo.

Sintra

Abro os braços ao mundo, fecho os olhos e imagino a brisa do mar que carrego de saudade cá dentro, peço ao vento que me deixe voar, tenho fome das minhas origens, quero tanto lá voltar! Abro os olhos e sei que não mudei de lugar, mas, só o facto de sonhar,a calma-me e da-me força para lutar.

Como posso eu....?

Como podem sair da minha boca palavras de conforto, se eu própria preciso tanto delas, como posso dar a mão para puxar alguém que está caído, se eu própria me sinto a rastejar nesse mesmo chão, como posso eu pedir paz ao mundo, se não tenho paz de espírito, como posso eu fazer rir, se as lágrimas rebolam no meu rosto, como posso eu ter a certeza, se o meu peito carrega tantas incertezas, como posso eu pedir sol dentro de mim.....se dentro de mim ouço um trovejar que parece não ter fim!

O Amor...

O Amor contagia-nos, deixa-nos vulneráveis, a vista fica turva, os sentidos baralhados...por Amor mata-se...quem é que nunca derramou uma lágrima por Amor? Quem nunca se rebaixou por Amor? Tudo à nossa volta é inspirado no Amor, por vezes um Amor sóbrio, infelizmente outras doentio. Até os mais incrédulos estão rodeados de Amor e nem se dão conta...O Amor não se vê, a palavra Amo-te torna-se tão vulgar quando é apenas um simples eco da boca de alguém, mas, quando um Amo-te sai lá bem de dentro do nosso mais profundo ser, move montanhas...tudo fica mais colorido...nada é impossível...tudo pode acontecer!